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Julho 27th, 2011

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Jonathan Mott – A Era Pos-LMS

Fevereiro 6th, 2011

Conferência de J. Mott

Abstract One critical issue arising in the educational use of collaborative learning concerns the teacher’s difficulty in evaluating the contribution and participation of each student in group-work. This article aims to illustrate and discuss a methodology that enables evaluation of the collaborative learning process based on co-writing in a wiki environment. After considering the effectiveness of co-writing as a strategy of collaborative learning, the article will highlight issues regarding methods for evaluating each student’s contribution to the collaborative process and to the group’s overall action. A solution will be proposed to address the problem. It is based upon the elaboration of information traced automatically by wiki, employing survey grids and formulae developed ad hoc to calculate participation and contribution indexes. These tools will be illustrated together with their application in two university courses. Results demonstrate the added value given by the proposed approach to the evaluation process of co-writing. However, these findings also highlight critical issues and some possible remedies for the lack of specific wiki functions to automatically extract information required for quantitative analysis of the actions taken by members of the learning group.

Emprego e Formação

Junho 13th, 2010

Fatos Vazios

Por Vitorino Seixas

Há livros que têm o efeito de um violento murro no estômago. Primeiro, dobra-se a espinha das convicções de muitos anos, depois falta o ar que alimenta a lucidez e, finalmente, caímos de joelhos, atordoados, sem discernimento para conseguir encontrar o rumo do futuro. Por vezes, ficamos mesmo KO e, por algum tempo, perdemos o sentido de vida.

Com diferentes nuances, foi este efeito que senti ao ler três livros publicados recentemente em Portugal. O primeiro, com o sugestivo título “A Nova Inteligência”, de Daniel Pink, é dedicado a todos os que “estão insatisfeitos com as suas carreiras ou descontentes com as suas vidas e aos pais que querem preparar os filhos para o futuro”. Nesta obra, Pink socorre-se das metáforas Ásia e Automatização para abordar o desafio do emprego na era da globalização. Segundo a investigação que efectuou, a deslocalização de trabalho para a Ásia e a automatização da produção de bens e serviços são fenómenos em forte crescimento que estão a provocar a destruição massiva de empregos nos Estados Unidos e na Europa. Mais, como se trata de mudanças estruturais, a destruição do emprego tem tendência para continuar a crescer com os impactos sociais fortemente negativos que já atingem muitos países e, em especial, Portugal.

Para tornar clara a percepção destes fenómenos, Pink desafia-nos a responder a três questões. “Alguém, noutro país, pode fazer o mesmo mais barato?” é a primeira questão que nos faz reflectir sobre o risco de deslocalização do trabalho que fazemos. Se o que fazemos pode ser feito mais barato noutro país, como aconteceu com a nossa indústria têxtil, o risco de desemprego é muito elevado. “Um computador pode fazer o mesmo mais rápido?” é a segunda questão para reflectirmos sobre o risco de substituição do nosso trabalho por um computador. Neste campo, já conhecemos bem o efeito de destruição massiva de empregos na indústria automóvel com a introdução de robôs, assim como na Banca (o Multibanco é um exemplo). A terceira questão “o que estou a oferecer é algo diferente que tem procura nesta era de abundância e que satisfaz necessidades imateriais e transcendentais?” leva-nos a reflectir sobre o “valor único” do nosso trabalho. A este propósito convém lembrar a diferença entre trabalho genérico e trabalho auto-programável. Segundo Manuel Castells, se o nosso trabalho for genérico, não importa se trabalhamos muito e bem, o risco de desemprego é elevado. No entanto, trabalho genérico não tem a ver com trabalho pouco qualificado pois há milhares de licenciados a realizar trabalho genérico. A tradicional análise do desemprego que afirma que este decresce com o aumento de qualificação está seriamente abalada. Actualmente, não basta ser licenciado ou possuir um mestrado, como o comprovam os mais de 46 mil licenciados desempregados registados em Portugal, em Março de 2010. O mito da alta qualificação como garantia de emprego qualificado está a desmoronar-se. O que marca a diferença é o trabalho auto-programável, que está na base da sociedade em rede. É o trabalho altamente qualificado, autónomo e flexível, que não pode ser substituído por máquinas ou por trabalho genérico em qualquer parte do mundo.

Quem ler e reflectir sobre este livro não pode deixar de sentir o colapso de muitas certezas que tínhamos por adquiridas, como o retorno do investimento num curso superior (licenciatura = bom emprego), o emprego para a vida e a garantia de reforma. Não pode deixar de sentir, também, a falta de discernimento necessária para tomar as decisões certas sobre o seu futuro profissional ou, se for o caso, dos seus filhos.

Na mesma linha de destruição de certezas está o livro “Previsivelmente Irracional”, de Dan Ariely, que trata da economia comportamental, ou seja, da irracionalidade humana. Durante décadas vivemos numa economia convencional que assentou na certeza de que somos todos racionais e, portanto, capazes de tomar as melhores decisões. No entanto, na sua investigação sobre o comportamento humano, Ariely chega a conclusões surpreendentes. Afinal, não se comprova a suposição de que temos um raciocínio perfeito. Pelo contrário, é grande a nossa distância da perfeição. Segundo a economia comportamental, os nossos comportamentos irracionais não são aleatórios. Pelo contrário, são sistemáticos e previsíveis. Por outras palavras, a noção de que somos capazes de tomar decisões certas sozinhos, em que assenta o modelo económico racional, não passa de uma mistificação.

Após uma era de educação nas certezas da economia convencional, onde as regras de mercado predominaram, tudo parece desabar. Para Ariely, são as regras sociais que podem marcar a diferença a longo prazo. A crise sem precedentes que vivemos, onde é evidente a importância de salários e prémios “pornográficos”, ilustra bem o modo como as regras de mercado assumiram, gradualmente, o domínio as nossas vidas. No entanto, contrariando a importância dada aos altos salários, como factor de motivação, Ariely defende que o dinheiro é, muitas vezes, a forma mais cara de motivar as pessoas. Esta linha de pensamento está a ganhar adeptos com um crescente número de organizações a celebrar “contratos sociais” com os seus colaboradores, como é o caso da Google, um exemplo paradigmático da adopção de modelos de gestão baseados nas regras sociais.

Como um tsunami de efeito devastador, Ariely vai mais longe ao afirmar que o ser humano é, por natureza, desonesto. O seu trabalho de investigação, ao longo de anos, é concludente. Podemos questionar a validade das conclusões, mas quando os escândalos de corrupção se tornam um fenómeno global e se sucedem a uma velocidade estonteante, vale a pena parar para reflectir sobre o tema da desonestidade. Será que a desonestidade, que grassa nas elites da alta finança e da política, não é, pura e simplesmente, uma característica humana? Um exemplo bem elucidativo. Nos EUA, os custos financeiros dos roubos, assaltos, arrombamentos e furtos de automóveis traduz-se num prejuízo anual de 16 mil milhões de dólares, um valor que é infinitamente menor do que os 600 mil milhões de roubos e desvios efectuados pelos empregados no local de trabalho. No entanto, estes crimes de colarinho branco (levar para casa esferográficas, borrachas, fotocópias, utilizar o carro da empresa nas férias, pagar as refeições do fim de semana em família com o cartão da empresa, etc.) são julgados com bastante menos severidade do que os outros crimes. Segundo Ariely, a solução para diminuir a desonestidade humana passa pelas referências morais. O problema é que são cada vez mais raras as referências morais. Perderam-se nas últimas décadas de predomínio das regras de mercado. Os fundamentos éticos e os valores morais das profissões foram literalmente “eliminados” dando lugar a uma “sede de riqueza” e os sinais de erosão estão por todo o lado. O declínio do profissionalismo na generalidade das profissões é, por demais, evidente.

Por último, um livro de Nassim Taleb, “O Cisne Negro”, que teve o efeito devastador de reduzir a cinzas muitas das certezas académicas adquiridas na minha educação. Para dar uma ideia da dimensão do terramoto, basta dizer que Taleb se refere à Curva de Gauss como a “grande fraude intelectual”. O princípio “no meio está a virtude” deixou de fazer sentido. Os tempos são outros. Em tempos de incerteza e complexidade, a virtude não está na mediocridade da abordagem gaussiana. Hoje, a “virtude” está no que é “extremo” como é o caso de José Mourinho e de Cristiano Ronaldo. Com a mesma acutilância incendiária são “queimados” os modelos dos grandes gurus da gestão. Os “mapas intelectuais da realidade”, como os designa Taleb, são como “os medicamentos potencialmente úteis mas com efeitos secundários aleatórios de extrema gravidade”. A actual crise financeira é a prova cabal de que os modelos das mais célebres escolas de gestão, prescritos como a “palavra de Deus” para alcançar o sucesso, falharam estrondosamente com os efeitos traumáticos que tão bem conhecemos.

Com uma escrita muito corrosiva para os académicos, Taleb desvaloriza o conhecimento dos grandes especialistas a quem apelida de “filisteus do conhecimento” porque vivem estritamente para as suas ideias e para os seus interesses pessoais imediatos. Mais, considera-as pessoas expostas à cultura de forma cosmética e superficial. Os seus planos falham, as suas previsões falham, mas como “especialistas” cheios de certezas continuam a prever e a errar, repetidamente. Para Taleb, “um especialista é o mais próximo que existe de uma fraude, com um desempenho não muito superior ao de um computador que use uma única medida”. Para estes especialistas, que misturam arrogância com incompetência, Taleb utiliza uma metáfora que assenta que nem uma luva: “fato vazio”. São os “profissionais que não possuem competências que os diferenciem do resto da população mas, contra todos os registos empíricos, são considerados especialistas: economistas, académicos, analistas de risco, analistas políticos, de finanças, militares, CEO e muitos outros, que ornamentam a sua especialização com jargão, linguagem rica e fatos caros”. Em geral, fazem parte de uma “autoridade ossificada e sobranceira”. Não deixa de ser curioso que, recentemente, o filosofo José Gil se tenha referido a um dos mais altos políticos portugueses como um “uniforme vazio”.

Depois destas “leituras únicas”, poucas certezas restam. Há, apesar de tudo, uma que está omnipresente nesta era de incerteza: “a verdade de hoje pode ser a mentira de amanhã”. O paradoxo é evidente, o mundo está cada vez mais imprevisível mas, ao mesmo tempo, cada vez mais cheio de “fatos vazios”. Progressivamente, a explosiva mistura DDI (Desemprego, Desonestidade e Irracionalidade) está a gerar um gigantesco vulcão social, perigosamente activo, cujas erupções podem provocar o caos e fazer ruir os frágeis alicerces da Estado Social. Definitivamente, o mundo está perigoso.

“A mente humana é uma poderosa máquina biológica cheia de limites e imperfeições”, Jonah Lehrer

Publicado na edição online do Diário de Notícias da Madeira, em 4 de Junho de 2010

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Movable Type

Abril 29th, 2010

http://www.movabletype.org/

O Número de Dunbar

Abril 17th, 2010

O número de Dunbar

O psicólogo Robin Dunbar desenvolveu uma teoria bem interessante para explicar a variação da área cortical dos mamíferos. Ele desenvolveu uma fórmula que relaciona o tamanho médio do grupo social dos animais e o tamanho da superfície do seu córtex. O que ele encontrou é fascinante.

O tamanho do córtex é diretamente proporcional ao tamanho dos grupos sociais dos animais, sendo o humano o maior (quando esse tipo de cálculo é feito, você tem que introduzir um fator de correção para o tamanho do corpo do animal). Ou seja, a evolução do tamanho do córtex dos mamíferos pode ser explicada pela crescente complexificação dos seus grupos sociais. Na medida em que os grupos sociais se tornaram mais extensos, organismos com cérebros maiores, que teriam mais recursos computacionais dedicados para processar a imensa quantidade de dados necessárias para as interações sociais, foram sendo selecionados pela evolução. Como resultado dessa relação matemática, ele chegou ao número de Dunbar: o limite cognitivo que determina a quantidade de relações interpessoais que um organismo poderá estabelecer. Para os humanos, por exemplo, esse número é 150. Ou seja, acima disso, temos dificuldade em manter vínculos profundos com outros indivíduos. Isso explica o porquê de não termos um número imenso de amigos próximos: o investimento cortical é muito alto.

Expanding Dunbar’s Numbers (Allen, 2004)

Partindo do número de Dunbar e colocando como hipótese que o número de Dunbar “is just one datapoint in an overall equation describing what group sizes work and what don’t”, Allen (2004) sugeriu uma série de interessantes reflexões em torno do tamanho dos grupos.

Educação Informal

Abril 14th, 2010

Na Nature um artigo entusiasta sobre a Educação Informal:

Learning in the wild: Much of what people know about science is learned informally. Education policy-makers should take note. O artigo está repleto de afirmações deste tipo mas sem dados ou referências que o demonstrem.

A que responde Matt Chew: “Informal education is no panacea for science illiteracy”

Aqui ma visão contrária onde se defende mais educação formal para os adultos.

Power Law of Participation

Março 13th, 2010

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Types of Engagement

Março 13th, 2010

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